quarta-feira, 23 de novembro de 2011

frasesmalfeitas:

Era um domingo qualquer, de um mês sem importância. A chuva começou a cair lentamente e a cada vez que os pingos batiam no chão frio e úmido eu me lembrava do passado (…) passado aquele que lutava para não lembrar. Percebeu que ao longo de nossas vidas tudo ocorre praticamente ao contrário? Tente se esquecer, e lembrará. Pare de procurar e encontrará.
A chuva ficava cada vez mais forte, agora como em minha vida percebi que estava começando as tempestades. Estava tudo ficando turvo, os ventos fortes e uma frieza adentrava ao meu lado e então quando menos esperava a campainha tocou, o som me deu um certo medo mas desci as escadas.
Abri a porta e me deparei com o passado (…) passado que volto a repetir que queria fazer de tudo para esquecer, passado que me fazia lembrar que amar nem sempre é ser amado, que mesmo você dando tudo de si para certas pessoas isso não é nem a metade (…)
- Posso entrar? -Perguntou-me com uma voz rouca que o deixava mais…excitante.
- Entre. -Minha intenção era dizer que não, mas para não ficar por baixo decidi deixá-lo.
Era engraçado a forma como aquele garoto mexia com os meus pensamentos, seu corte de cabelo na moda, seu rosto fino combinava perfeitamente. Seu corpo bem definido e seu sorriso encantador realmente faziam com que esquecer fosse uma palavra difícil. Seu nome era incomum, Bernardo. 
Ele entrou, limpou os seus pés e percebi que estava encharcado. Acho que esse deve ser o motivo pelo qual tenha tocada minha companhia, para pedir ajudar, nada mais. Afinal, apesar de todas as minhas ações e demonstrações, o seu interesse era sempre maior. Deve ter sido por isso que me abandonar foi bastante fácil. Peguei uma toalha que estava próximo a mim e entreguei-o.
- Obrigado Bruna. Me agradeceu com a voz ainda roca e tossindo. 
- Quer um chocolate quente? - Perguntei na tentativa de fazer com que melhorasse. 
- Aceito. 
Começamos a caminhar para a cozinha, percebi que a água que havia o encharcado deixava sua roupa colada, e era possível ver seus tônus musculares e seu tanquinho. Mas deixei para lá, estava tentando me ocupar com outros pensamentos. 
- Como prefere? Muito açúcar? pouco leite? ou bastante chocolate? - Eu sabia o jeito que ele preferia, mas resolvi perguntar. Fiquei na dúvida, já que eu também pensava que o conhecia por inteiro, e quando me deparei não o conhecia nem pela metade.
- Um pouco de açúcar e leite, bastante chocolate e se não for pedir muito marshmallows por cima. 
Acertei, pensei comigo mesma. Exatamente como antes. Pus o leite e os ingredientes na fogo depois servi em uma caneca, que a princípio seria apenas mais uma, se não fosse um detalhe. Foi a que ele me deu de presente no dia dos namorados. Foi inevitável a sua pergunta.
- Se lembra? - Perguntou-me com os olhos fixos na caneca.
- Sim.
Começamos a conversar e nos fazermos perguntas sobre como estavam nossas vidas depois que nos separamos. 
E como anda? - Me perguntou.
- Bem, e você? - Respondi de forma fria e recíproca. Aprendi que frieza e reciprocidade são belos amigos em momentos difíceis.
- Estou indo. E como estão os amores? - Percebi que sua pergunta estava acompanhada de olhares ao meu corpo, principalmente a minha boca e meus seios.
- Nenhum. - Respondi com ironia. E as suas?
- Nenhuma. -Me respondeu continuando a me olhar, agora fixamente em meus olhos.
Para quebrar o clima, perguntei se estava com fome. E ele respondeu sem pensar.
- Sim, o que tem para comer? - Me respondeu com um ar irônico e com aqueles olhos (…) olhos que davam para perceber o seu desejo pela comida e meu corpo. 
- Não sei, o que você prefere? - Ele sempre preferiu massas, mas resolvi aguardar sua resposta. 
- Que tal uma massa? - Acertei, novamente. Pensei comigo mesma.
- Ótima ideia. 
Comecei então a preparar a massa, pus o macarrão para cozinhar e então peguei os ingredientes do molho na geladeira e comecei a cortar. Enquanto isso eu continuava a reparar que Bernardo, permanecia sentada no banco da cozinha me admirando, eu fingia que não percebia. Pensava comigo mesma o quanto isso era irônico, eu que sempre dei atenção agora tanto faz. Enquanto ele, bem, aparentemente estava admirando aquela pessoa que um dia foi totalmente dele, sem perceber. Ou pior, percebendo mas sem se importar. Comecei a fatiar os legumes e despejei na panela, parei por um momento de pensar em toda aquela situação e dei atenção ao molho (…) mexia de um lado para o outro e sem perceber senti aquela mão úmida junto aquele corpo quente encostando atrás de mim e aquela voz sedutora falando ao pé do meu ouvido.
- Mexa assim. De um lado para o outro levemente. -Ele me falou, eu tinha que admitir que cozinhar era uma de suas poucas qualidades. 
Ele se afastou, eu estava gostando daquele calor atrás de mim mas não quis aparentar que me importei. Ele foi pegar os talheres e os pratos, pegou um recipiente de vidro para por a massa. Despejei e coloquei na mesa, nos sentamos e antes deu pegar o talhes para me servir, ele pegou meu prato e começou a por. Ele pôs a quantidade certa (…) É, apesar de tudo ele realmente sabia tudo de mim. Eu estava ficando desarmada, as lembranças começaram a tomar conta de mim e agora eu não estava me importando em querer esquecer.
- Está bom? -Ele me perguntou, sabendo a resposta.
- Sim. -Respondi olhando para ele com um sorriso. Ele abriu o vinho e botou no meu copo pela metade. Bernardo depois se serviu. Estando completamente desarmada, fiquei despojada e comecei a conversar sem interesse nenhum de ser fria ou muito menos de ser aquela que acaba com o clima. Ele parou e tomou de uma vez só o vinho que estava na taça. E então me perguntou.
- Como foi? 
- O quê? - Eu perguntei.
- Esse tempo sem mim, sem meus beijos e abraços. -Ele me perguntou. Tentei ser dura novamente mas não consegui.
- Horrível, mas aprendi. Aprendi com você que nem sempre nossos planos saem como queremos, mas e você? -Perguntei de forma automática com medo de saber a resposta.
- Pior, eu sinto saudades de tudo. E queria te pedir..
Eu o interrompi e tomei as rédias da situação.
- Desculpas? Se isso for o que você quer, esqueça. 
- Errou! - Ele me retrucou.
- Então o que você quer?  -Eu perguntei, olhando e admitindo nos meus olhos que o que eu queria era ele.
- Eu ia lhe pedir um beijo, mas desisti. - Ele me respondeu.
- Desistiu… como sempre fez não é mesmo? - Eu respondi sem pensar, eu estava decidida a falar o que viesse, tinha cansado de medir palavras com ele e com todos.
- Admito que desisti de nossos sonhos e foi por covardia (…) mas o beijo eu não quero mas pedir e sim arrancar de você junto com sua roupa. - Ele me falou olhando diante de meus olhos e descendo lentamente para meus seios e subindo novamente.
Ele então sem pensar partiu em direção a mim, derrubou tudo que estava em cima da mesa e me beijou (…) A que sensação gostosa, aquele beijo acompanhado da pessoa que eu sempre desejei, aquele corpo entrelaçado entre meus braços e o calor aumentando.
- Eu te amo. - Ele me falou durante uma pausa.
- Eu te amo mais, amor. - Respondi de forma automática e sobretudo, verdadeira.
Ele então me pegou, me jogou em cima da beirada do balcão e começou a me beijar mais. Eu estava completamente rendida ao seu charme, eu não estava me importando sobre como iria ser o amanhã, eu queria viver apenas aquele momento. Ele me pegou novamente e me levou até meu…nosso?  quarto. Pouco me importava a quem pertencia. Ele subiu as escadas, a cada degrau seus beijos se tornavam mais intensos até que chegamos e ele me jogou na cama. E antes de tudo ele disse…
- Eu te amo.
- E eu ainda mais, meu anjo.
Ele começou a tirar minha roupa por inteiro, rasgou-a literalmente e então começou a me beijar toda. Dos meus pés a cabeça, senti aquele corpo quente em cima do meu, aquela troca de carinho, amor, desejo e tesão. Eu sentia sua pegada forte e suas mordidas leves que me levavam a loucura. Os barulhos que estavam sendo feitos no quarto se juntavam ao barulho da chuva que ainda insistia em permanecer cada vez mais forte, assim como nosso desejo. Não percebi o tempo passar, até que percebi que ambos estavam exaustos e antes de cairmos no sono eu escutei aquelas palavras que soavam tão bem ao meu ouvido.
- Eu te amo.
E eis que nós desmaiamos, abraçados um ao outro. Eu deitada em seus ombros sentindo aquela respiração ofegante aos poucos se dissolvendo.
Acordamos depois de horas, desci até a cozinha e enquanto ia pelo trajeto. As lembranças das horas passadas vinham a minha cabeça acompanhada de um belo sorriso, e admito, com o desejo de quero mais. Quando cheguei vi tudo jogado ao chão e apenas peguei água, fiz um suco, torradas, pus um pouco de geleia numa vasilha de cristal e levei para o quarto. Quando cheguei estava lá ele acordado, me admirando.
- Bom dia princesa, dormiu bem? -Ele me perguntou olhando para mim e a bandeja.
- Sim, e você meu príncipe? - Retruquei.
- Ótima.
Sentamos e começamos a deliciar o pequeno café da manhã, entre beijos e abraços. E então resolvi perguntar.
- E como vai ser? - Perguntei olhando fixamente em seus olhos.
- O quê? - Ele me perguntou sem entender minha pergunta.
- Você irá partir e me esquecer, como fez das outras vezes?
- Sim, mas com uma diferença.
- Qual? - Eu perguntei,
- Irei partir apenas para fazer minhas malas e vir para cá. 
- Como assim? - Perguntei espantada.
- Antes de começar a chuva eu estava decidido a vir falar com você, queria te pedir desculpas, por todas as ações e palavras sem pensar. Eu vim aqui para lhe falar que sem você eu não vivo e lhe fazer uma certa pergunta.
- Qual? - Perguntei, fazendo força para não chorar de felicidade.
Bernardo então foi até sua roupa que já estava mais ou menos seca e pegou um pequeno embrulho, e abriu. Para a minha enorme surpresa era um anel com um pequeno diamante. Ele então me fez a tão esperada pergunta.
- Aceita se casar comigo? 
Eu fiquei perplexa, não conseguia pensar em nenhuma reação. Eu sabia o que queria, mas não admitia por medo. O que eu queria era ele, e todo o seu amor e então sem pensar o beijei. Isso para mim foi o melhor sim que poderia passar pela minha cabeça. Ele então falou pela milésima vez, e por incrível que pareça a cada vez me soava mais verdadeiro.
- Eu te amo.
Então nos beijamos, deixamos a bandeja de lado e começamos a tirar nossas roupas. Um pouco de sol adentrou ao final da tarde (…) Pensei comigo mesma, que começo irrelevante e que final perfeito. Deixei então os carinhos dele tomar conta de mim e desejando ser pelo resto de nossas vidas. (GDP)
(Garoto de Pedra)


Era um domingo qualquer, de um mês sem importância. A chuva começou a cair lentamente e a cada vez que os pingos batiam no chão frio e úmido eu me lembrava do passado (…) passado aquele que lutava para não lembrar. Percebeu que ao longo de nossas vidas tudo ocorre praticamente ao contrário? Tente se esquecer, e lembrará. Pare de procurar e encontrará.
A chuva ficava cada vez mais forte, agora como em minha vida percebi que estava começando as tempestades. Estava tudo ficando turvo, os ventos fortes e uma frieza adentrava ao meu lado e então quando menos esperava a campainha tocou, o som me deu um certo medo mas desci as escadas.
Abri a porta e me deparei com o passado (…) passado que volto a repetir que queria fazer de tudo para esquecer, passado que me fazia lembrar que amar nem sempre é ser amado, que mesmo você dando tudo de si para certas pessoas isso não é nem a metade (…)
- Posso entrar? -Perguntou-me com uma voz rouca que o deixava mais…excitante.
- Entre. -Minha intenção era dizer que não, mas para não ficar por baixo decidi deixá-lo.
Era engraçado a forma como aquele garoto mexia com os meus pensamentos, seu corte de cabelo na moda, seu rosto fino combinava perfeitamente. Seu corpo bem definido e seu sorriso encantador realmente faziam com que esquecer fosse uma palavra difícil. Seu nome era incomum, Bernardo. 
Ele entrou, limpou os seus pés e percebi que estava encharcado. Acho que esse deve ser o motivo pelo qual tenha tocada minha companhia, para pedir ajudar, nada mais. Afinal, apesar de todas as minhas ações e demonstrações, o seu interesse era sempre maior. Deve ter sido por isso que me abandonar foi bastante fácil. Peguei uma toalha que estava próximo a mim e entreguei-o.
- Obrigado Bruna. Me agradeceu com a voz ainda roca e tossindo. 
- Quer um chocolate quente? - Perguntei na tentativa de fazer com que melhorasse. 
- Aceito. 
Começamos a caminhar para a cozinha, percebi que a água que havia o encharcado deixava sua roupa colada, e era possível ver seus tônus musculares e seu tanquinho. Mas deixei para lá, estava tentando me ocupar com outros pensamentos. 
- Como prefere? Muito açúcar? pouco leite? ou bastante chocolate? - Eu sabia o jeito que ele preferia, mas resolvi perguntar. Fiquei na dúvida, já que eu também pensava que o conhecia por inteiro, e quando me deparei não o conhecia nem pela metade.
- Um pouco de açúcar e leite, bastante chocolate e se não for pedir muito marshmallows por cima. 
Acertei, pensei comigo mesma. Exatamente como antes. Pus o leite e os ingredientes na fogo depois servi em uma caneca, que a princípio seria apenas mais uma, se não fosse um detalhe. Foi a que ele me deu de presente no dia dos namorados. Foi inevitável a sua pergunta.
- Se lembra? - Perguntou-me com os olhos fixos na caneca.
- Sim.
Começamos a conversar e nos fazermos perguntas sobre como estavam nossas vidas depois que nos separamos. 
E como anda? - Me perguntou.
- Bem, e você? - Respondi de forma fria e recíproca. Aprendi que frieza e reciprocidade são belos amigos em momentos difíceis.
- Estou indo. E como estão os amores? - Percebi que sua pergunta estava acompanhada de olhares ao meu corpo, principalmente a minha boca e meus seios.
- Nenhum. - Respondi com ironia. E as suas?
- Nenhuma. -Me respondeu continuando a me olhar, agora fixamente em meus olhos.
Para quebrar o clima, perguntei se estava com fome. E ele respondeu sem pensar.
- Sim, o que tem para comer? - Me respondeu com um ar irônico e com aqueles olhos (…) olhos que davam para perceber o seu desejo pela comida e meu corpo. 
- Não sei, o que você prefere? - Ele sempre preferiu massas, mas resolvi aguardar sua resposta. 
- Que tal uma massa? - Acertei, novamente. Pensei comigo mesma.
- Ótima ideia. 
Comecei então a preparar a massa, pus o macarrão para cozinhar e então peguei os ingredientes do molho na geladeira e comecei a cortar. Enquanto isso eu continuava a reparar que Bernardo, permanecia sentada no banco da cozinha me admirando, eu fingia que não percebia. Pensava comigo mesma o quanto isso era irônico, eu que sempre dei atenção agora tanto faz. Enquanto ele, bem, aparentemente estava admirando aquela pessoa que um dia foi totalmente dele, sem perceber. Ou pior, percebendo mas sem se importar. Comecei a fatiar os legumes e despejei na panela, parei por um momento de pensar em toda aquela situação e dei atenção ao molho (…) mexia de um lado para o outro e sem perceber senti aquela mão úmida junto aquele corpo quente encostando atrás de mim e aquela voz sedutora falando ao pé do meu ouvido.
- Mexa assim. De um lado para o outro levemente. -Ele me falou, eu tinha que admitir que cozinhar era uma de suas poucas qualidades. 
Ele se afastou, eu estava gostando daquele calor atrás de mim mas não quis aparentar que me importei. Ele foi pegar os talheres e os pratos, pegou um recipiente de vidro para por a massa. Despejei e coloquei na mesa, nos sentamos e antes deu pegar o talhes para me servir, ele pegou meu prato e começou a por. Ele pôs a quantidade certa (…) É, apesar de tudo ele realmente sabia tudo de mim. Eu estava ficando desarmada, as lembranças começaram a tomar conta de mim e agora eu não estava me importando em querer esquecer.
- Está bom? -Ele me perguntou, sabendo a resposta.
- Sim. -Respondi olhando para ele com um sorriso. Ele abriu o vinho e botou no meu copo pela metade. Bernardo depois se serviu. Estando completamente desarmada, fiquei despojada e comecei a conversar sem interesse nenhum de ser fria ou muito menos de ser aquela que acaba com o clima. Ele parou e tomou de uma vez só o vinho que estava na taça. E então me perguntou.
- Como foi? 
- O quê? - Eu perguntei.
- Esse tempo sem mim, sem meus beijos e abraços. -Ele me perguntou. Tentei ser dura novamente mas não consegui.
- Horrível, mas aprendi. Aprendi com você que nem sempre nossos planos saem como queremos, mas e você? -Perguntei de forma automática com medo de saber a resposta.
- Pior, eu sinto saudades de tudo. E queria te pedir..
Eu o interrompi e tomei as rédias da situação.
- Desculpas? Se isso for o que você quer, esqueça. 
- Errou! - Ele me retrucou.
- Então o que você quer?  -Eu perguntei, olhando e admitindo nos meus olhos que o que eu queria era ele.
- Eu ia lhe pedir um beijo, mas desisti. - Ele me respondeu.
- Desistiu… como sempre fez não é mesmo? - Eu respondi sem pensar, eu estava decidida a falar o que viesse, tinha cansado de medir palavras com ele e com todos.
- Admito que desisti de nossos sonhos e foi por covardia (…) mas o beijo eu não quero mas pedir e sim arrancar de você junto com sua roupa. - Ele me falou olhando diante de meus olhos e descendo lentamente para meus seios e subindo novamente.
Ele então sem pensar partiu em direção a mim, derrubou tudo que estava em cima da mesa e me beijou (…) A que sensação gostosa, aquele beijo acompanhado da pessoa que eu sempre desejei, aquele corpo entrelaçado entre meus braços e o calor aumentando.
- Eu te amo. - Ele me falou durante uma pausa.
- Eu te amo mais, amor. - Respondi de forma automática e sobretudo, verdadeira.
Ele então me pegou, me jogou em cima da beirada do balcão e começou a me beijar mais. Eu estava completamente rendida ao seu charme, eu não estava me importando sobre como iria ser o amanhã, eu queria viver apenas aquele momento. Ele me pegou novamente e me levou até meu…nosso?  quarto. Pouco me importava a quem pertencia. Ele subiu as escadas, a cada degrau seus beijos se tornavam mais intensos até que chegamos e ele me jogou na cama. E antes de tudo ele disse…
- Eu te amo.
- E eu ainda mais, meu anjo.
Ele começou a tirar minha roupa por inteiro, rasgou-a literalmente e então começou a me beijar toda. Dos meus pés a cabeça, senti aquele corpo quente em cima do meu, aquela troca de carinho, amor, desejo e tesão. Eu sentia sua pegada forte e suas mordidas leves que me levavam a loucura. Os barulhos que estavam sendo feitos no quarto se juntavam ao barulho da chuva que ainda insistia em permanecer cada vez mais forte, assim como nosso desejo. Não percebi o tempo passar, até que percebi que ambos estavam exaustos e antes de cairmos no sono eu escutei aquelas palavras que soavam tão bem ao meu ouvido.
- Eu te amo.
E eis que nós desmaiamos, abraçados um ao outro. Eu deitada em seus ombros sentindo aquela respiração ofegante aos poucos se dissolvendo.
Acordamos depois de horas, desci até a cozinha e enquanto ia pelo trajeto. As lembranças das horas passadas vinham a minha cabeça acompanhada de um belo sorriso, e admito, com o desejo de quero mais. Quando cheguei vi tudo jogado ao chão e apenas peguei água, fiz um suco, torradas, pus um pouco de geleia numa vasilha de cristal e levei para o quarto. Quando cheguei estava lá ele acordado, me admirando.
- Bom dia princesa, dormiu bem? -Ele me perguntou olhando para mim e a bandeja.
- Sim, e você meu príncipe? - Retruquei.
- Ótima.
Sentamos e começamos a deliciar o pequeno café da manhã, entre beijos e abraços. E então resolvi perguntar.
- E como vai ser? - Perguntei olhando fixamente em seus olhos.
- O quê? - Ele me perguntou sem entender minha pergunta.
- Você irá partir e me esquecer, como fez das outras vezes?
- Sim, mas com uma diferença.
- Qual? - Eu perguntei,
- Irei partir apenas para fazer minhas malas e vir para cá. 
- Como assim? - Perguntei espantada.
- Antes de começar a chuva eu estava decidido a vir falar com você, queria te pedir desculpas, por todas as ações e palavras sem pensar. Eu vim aqui para lhe falar que sem você eu não vivo e lhe fazer uma certa pergunta.
- Qual? - Perguntei, fazendo força para não chorar de felicidade.
Bernardo então foi até sua roupa que já estava mais ou menos seca e pegou um pequeno embrulho, e abriu. Para a minha enorme surpresa era um anel com um pequeno diamante. Ele então me fez a tão esperada pergunta.
- Aceita se casar comigo? 
Eu fiquei perplexa, não conseguia pensar em nenhuma reação. Eu sabia o que queria, mas não admitia por medo. O que eu queria era ele, e todo o seu amor e então sem pensar o beijei. Isso para mim foi o melhor sim que poderia passar pela minha cabeça. Ele então falou pela milésima vez, e por incrível que pareça a cada vez me soava mais verdadeiro.
- Eu te amo.
Então nos beijamos, deixamos a bandeja de lado e começamos a tirar nossas roupas. Um pouco de sol adentrou ao final da tarde (…) Pensei comigo mesma, que começo irrelevante e que final perfeito. Deixei então os carinhos dele tomar conta de mim e desejando ser pelo resto de nossas vidas

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